Pampa e Guitarra: Baile de Campanha, de José Mendes
RUA
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PASSO FUNDO - RS
Pedidos
em Brasília - DF:
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Buenas, Vivente! O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita, reafirmando o seu propósito de seguir lutando pela preservação das autênticas tradições do Povo Gaúcho! Pois como asseverou o Patrono do Tradicionalismo, João Cezimbra Jacques, "povo sem tradição é como uma árvore sem raízes". Sejas bem-vindo, chê!
ATENÇÃO! Prezados visitantes! O sítio Bombacha Larga informa que está, desde 30 de janeiro de 2007, reprisando as matérias publicadas anteriormente. Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado a todos!
19/11/2006
10:25:32
O TRADICIONAL FANDANGO GAÚCHO DO RIO GRANDE! - I
Fandango Gaúcho Tradicional: música regional e pilcha da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul!
Raul Annes Gonçalves, gaúcho de Passo Fundo-RS e criado na estância de seu pai, Raphael Barcellos Gonçalves, no município de Rosário do Sul; fazendeiro em Livramento e Alegrete, na sua obra Mala de Garupa: costumes campeiros, Porto Alegre: Martins Livreiro, 1999, 3ª ed., p. 90-91, assim relata, no artigo O Baile e o Gaiteiro, como eram os fandangos gaúchos de antigamente: Lá pelos anos de 1926, neste município de Santa Rita e Porteirinha – atualmente Pampeiro -, na zona do Tarumã, seguidamente fazíamos bailes. Dançava-se de bombacha e botas, lenço no pescoço e sem esporas, nada de fatiota. O piso era de chão e iluminado por candeeiros e algum lampião de querosene. Pela manhã, o gaúcho ao assoar-se ou meter o dedão no nariz, constatava uma matéria preta que ali era depositada pelo picumã proveniente da iluminação e pelo pó que levantava do chão batido. (...) A duração do baile ia do cair da noite ao sair do sol; e não se perdia a marca. (...) Dançava-se aos sábados, visando o domingo para um bom descanso. A música era sempre animada só por uma gaita, raras vezes acompanhada de um violão. O gaiteiro era responsável pelo bom andamento do baile, conforme seu repertório e resistência. Havia gaiteiro que, com exceção de algum fôlego para tomar um trago e uma xícara de café com rosquinhas, pela volta da meia-noite, não parava nunca de tocar. Era necessário ter peito para puxar um fole de gaita a noite inteira. Mas se encontrava quem assim o fizesse. O gaiteiro não ganhava mais de 60 mil réis, o ordenado mensal de um peão, que trocado em nossos dias equivale a um salário mínimo. O pagamento do tocador era de responsabilidade da rapaziada que dançava, que dividia o montante pelo número de dançarinos. Não se utilizavam automóveis, que ainda eram raros. A condução para as famílias era o tílburi ou carretinha puxada por uma junta de bois. A rapaziada e algumas moças vinham a cavalo, com seus arreios domingueiros. Como era lindo ver a saída de um baile. Os gaúchos enamorados escaramuçando seus pingos, debandavam à procura da condução de sua prenda que já havia partido; outros a galope, abanando com o chapéu, aos gritos para os companheiros, rumavam para seus ranchos ou estâncias. Tudo ali era alegria, entusiasmo e confiança uns nos outros. Bons tempos eram aqueles... Essa a base do Fandango Gaúcho Tradicional; esse o conhecimento que todos devem obter ao ingressar no Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, para a necessária formação das suas consciências culturais, regionalistas sul-rio-grandenses e das suas atuações práticas de autênticos Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros!
12/11/200622:12:38Orlando Thomas- Santo Ângelo / RS - Brasil
Eu sou de uma época um pouco posterior à citada acima, mas na minha mocidade se dançava pilchado: bota, bombacha, lenço e pala de seda. De terno (a capricho) se pagava multa na entrada e só dançava após a meia noite. Sou Gaúcho de São Luiz Gonzaga, da classe de l944.