Gaúcho Guapo: Meu Nome é Rio Grande, de Oswaldo Medeiros e Paulo Brasil
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Buenas, Vivente! O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita, reafirmando o seu propósito de seguir lutando pela preservação das autênticas tradições do Povo Gaúcho! Pois como asseverou o Patrono do Tradicionalismo, João Cezimbra Jacques, "povo sem tradição é como uma árvore sem raízes". Sejas bem-vindo, chê!
ATENÇÃO! Prezados visitantes! O sítio Bombacha Larga informa que está, desde 30 de janeiro de 2007, reprisando as matérias publicadas anteriormente. Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado a todos!
05/09/2008
11:49:57
MANECO PEDROSO E A FORMAÇÃO TERRITORIAL DO RIO GRANDE DO SUL
Rio Grande do Sul: fronteiras territoriais, cultural-regional-folclórica-tradicionais próprias!
Manoel dos Santos Pedroso, conhecido por Maneco Pedroso, foi um dos valorosos caudilhos gaúchos responsáveis pela formação do atual território sul-rio-grandense. A patas de cavalo, pontas de lança e espada esse luso-brasileiro-paulista-gaúcho ajudou a conquistar a região Oeste do atual Estado do Rio Grande do Sul, pertencente aos espanhóis desde o Tratado de Tordesilhas, fazendo aumentar em um terço o território do Continente de São Pedro. Por isso o Largo Maneco Pedroso, localizado no caminho para o Distrito de Boca do Monte, no município de Santa Maria, onde são promovidos inúmeros atos cívicos, homenageia e reverencia a esse bravo gaúcho brasileiro. Naquela região central do Estado, no atual município do São Martinho da Serra, o Forte de São Martinho representava, no século XVIII, o extremo mais avançado dos Sete Povos das Missões, sob o domínio da Colônia Espanhola. Em 1776, Rafael Pinto Bandeira - outro heróico e lendário vaqueano do Rio Grande - retomava esse baluarte para o território português. Contudo, um ano depois, pelo Tratado de Santo Ildefonso, de 1777, a linha divisória entre as terras de Espanha e Portugal, que demarcava a fronteira entre os dois reinos, passou a estabelecer os limites territoriais naquela fortaleza. A sua retomada, em definitivo para a Coroa Portuguesa, veio a ocorrer no ano de 1801, quando Manuel dos Santos Pedroso junto a Sebastião da Veiga Cabral, Governador do RS, Cel Manuel Marques de Souza, Ten Cel Patrício Corrêa da Câmara, José Borges do Canto, José Castro Morais, e outros, invadem os Sete Povos das Missões, expulsando os espanhóis a 13 de agosto e tomando São Miguel, a antiga capital das Missões Orientais. Tudo isso se deu porque naquele ano de 1801 Espanha e França declararam guerra a Portugal, aliado da Inglaterra. Por esse motivo, colonos portugueses e luso-brasileiros começaram a atacar as povoações em poder dos espanhóis e a afirmar um sentimento nativista em relação ao território disputado. Em meio a essas incursões guerreiras - as califórnias -, a região das Missões foi sendo conquistada para Portugal, tendo sido o Forte de São Martinho retomado pela ação do então Cabo Miliciano e fazendeiro Manoel dos Santos Pedroso e sua tropa, em conjunto com José Borges do Canto e Gabriel Vicente de Almeida. Maneco Pedroso, conforme Antonio Augusto Fagundes, “in” Cartilha da História do Rio Grande do Sul, Martins Livreiro Ed., 1986, p. 62, tinha campos entre as Missões de São Luiz e São Borja. A assinatura da paz ocorreu aos 18 de dezembro de 1801, decorrendo desse ato uma ampliação territorial do Continente de São Pedro para os limites que o Rio Grande do Sul detém hoje. Como prêmio, Portugal ofertou a Maneco Pedroso a Estância de São Pedro, vendida em 1815 ao paraense Manoel Antônio Teixeira. É conhecida, atualmente, como Fazenda Sarandi. Situada no distrito de Xiniguá, a referida propriedade rural encontra-se em terras do Campo de Instrução de Santa Maria, pertencendo, portanto, ao Exército Brasileiro. A contribuição de Maneco Pedroso estendeu-se, ainda, à formação da atual Fronteira Gaúcha Sul-brasileira. Com a sua tropa armada defendeu o território sul-rio-grandense ao ocupar o Cerro do Jarau, em Quarai, na fronteira com o Uruguai. Ali construiu as primeiras mangueiras de pedra da Estância do Jarau, localizada na base do cerro. Santos Pedroso, como Tenente de Milícias, morreu em 1816, quando ia invadir, outra vez, o Uruguai. Os restos mortais desse herói militar gaúcho foram depositados na Igreja Matriz de Santo Amaro do Sul, centro turístico do município de General Câmara, um significativo marco da imigração açoriana. Assim, foi com a luta de bravos gaúchos como o caudilho Manoel dos Santos Pedroso que o então Continente de São Pedro se fez português, luso-açoriano, brasileiro, e se expandiu até as fronteiras atuais do Estado Sul-brasileiro do Rio Grande do Sul!